Retransmitimos nota da Frente Contra o Aumento em Goiânia
Comunicado
Emergencial da
Frente Contra o Aumento
Companheiros e companheiras,
Cerca de 18 manifestantes foram presos
durante a manifestação. Eles foram encaminhados ao Primeiro DP. 14 presos e 4
apreendidos, menores de idade. Todos eles tiveram acompanhamento de advogados
que apoiam a luta e serão liberados em breve. Logo mais chegaremos com mais
informações. Se souberem de alguém que foi preso, coagido ou espancado, entre
em contato conosco ou diretamente com a Casa da Juventude, onde está o Centro
de Referência de Direitos Humanos, que está nos apoiando: 4009-0339.
Mais uma vez a polícia truculenta tentou impedir o direito de
manifestação da população indignada e mais uma vez não baixamos a cabeça. E não
baixaremos. Seguiremos manifestando e não aceitaremos as tentativas de
criminalização do movimento. E vale lembrar: mandamos uma carta de
reivindicação para a CMTC no dia 8 de Maio. Foi ignorada. Mandamos uma comissão
negociar com a CDTC no dia 21 de Maio. Foi ignorada. Foi feita um audiência
pública. O poder público e as empresas não compareceram, nem mandaram nenhuma
representação digna. Ignoraram as nossas tentativas de diálogo. A população,
que se expressava por meio do nosso movimento, também foi ignorada. E resolveu
mostrar a sua voz, assim como no Padre Pelágio.
Finalmente. Os policiais estão monitorando o nosso facebook, as
páginas de eventos que criamos e os grupos de facebook em que discutimos nossas
questões. E agora vão ficar bem mais de olho. É importante que tomemos maiores
cuidados na nossa exposição nesse tipo de rede social. Por exemplo:
- Cuidado com a foto do perfil que você coloca no momento em que
você comenta coisas que podem ou te indiciar ou facilitar a sua identificação
pela polícia.
- Não FALEM NENHUM PLANO OU INTENÇÃO DE NADA NEM POR MENSAGEM, MUITO MENOS POR
PUBLICAÇÃO! CONVERSEM PESSOALMENTE! NEM DE BRINCADEIRA!
- Não marquem conhecidos nas manifestações, nem aceitem marcações. Tomem
cuidado com estranhos que podem vir te fazendo perguntas sobre a manifestação,
quem participou ou deixou de participar.
Trata-se de um momento crucial
da luta, em que é fundamental tomarmos cuidado com a nossa segurança e a
auto-defesa. Logo mais teremos um relato a respeito da manifestação e uma
posição mais consolidada. Mas que fique o recado: seguimos firmes na luta
contra o aumento e ninguém vai nos segurar!
Abaixo os abusos cometidos pelos mafiosos do transporte e o descaso
dos gerentes
Diante dos constantes abusos nos aumentos das tarifas do
transporte “público”, só resta ao povo lutar para barrar o aumento de 6.7%
marcado para o dia 2 de junho domingo. Saiu Kassab e entrou Haddad e o assalto
continua. Um transporte de péssima qualidade, já que passamos mais tempo preso
no transito dentro de um ônibus que parece mais uma lata de sardinha. Os
monopólios da imprensa, só falam em Copa do Mundo de 2014, questionando se
estaremos em condições de atender os gringos nos dias de jogos da copa.
Não estamos nem aí com a Copa! Exigimos melhorias no
transporte e qualidade de vida para povo que trabalha dia-dia, não queremos agradar
gringos, exigimos uma política de transporte público voltada a atender as
necessidades do povo e não só de fachada. Para se ter uma ideia do descaso e a
falta de compromisso desses governantes, que se estende pelos anos, vejam e
analisem um pequeno dado de 1950 a 2004: “Enquanto o bonde e o trem, em 1950,
transportavam 70% dos passageiros, em 2004, o trem e o metrô transportam apenas
3% dos passageiros” - Revista Transporte no Brasil pag. 7
Talvez aqui se explica a superlotação nos ônibus, trens e
metrôs, ao invés de investir em transporte público de qualidade e principalmente
aumentar a malha ferroviária, que teve um recuo considerável depois que foi
privatizada, os governos preferem investir em rodovias, que aliás hoje é
responsável por 90% do transporte de passageiros. Isso se da devido a política
de favorecimento às grandes montadoras de automóveis e transportadoras (graças a “facilitações” para os extensos
crediários e a politica de redução dos encargos), por isso os números
crescentes de veículos nas ruas.
Exigimos uma política de transporte de passageiros, voltada a
atender as necessidades do povo e não engordar a máfia do transporte. Devemos
nos manifestar e exigir o nosso direito e respeitado, é um absurdo esses
aumentos abusivos de tarifas públicas! Aumentam tudo, menos os nossos salários!
Para se ter uma ideia, um trabalhador que utiliza um ônibus pra ir
e outro para voltar, gastará R$140,80, isso se não tiver que pegar o metrô,
nesse caso dobra para R$281,60, nada menos que 41.57% do minguado
salário mínimo R$ 678,00. E se ele tiver, como sempre tem filhos estudando e
dependendo de transporte?
Falam em respeito a lei e a ordem, mas não respeitam essa lei
e ordem “TRANSPORTE UM DIREITO DO POVO E UM DEVER DO ESTADO” , na
verdade transformam esse “DIREITO DO
POVO” em uma moeda que alimenta um corrupto jogo, entre a máfia do
transporte, vereadores e prefeitos e governos, que retribuem à máfia, beneficiando-os
com aumentos nas tarifas ou nas reduções de encargos sociais e administração de
rodovias e postos de pedágios, construídos e reformados com dinheiro do povo.
Companheiros, em todo o país o povo esta se levantando contra
essa máfia: Chega de abuso!Temos que nos organizar e lutar e lutar! Em
Porto Alegre o Povo fez ser revogado o aumento, em Natal RN, em Goiânia,
Belo Horizonte, Rio de Janeiro e et., o povo segue lutando e aqui em São Paulo
não pode ser diferente!
Abaixo o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem! Participe dessa luta!
Esclarecimentos sobre a greve dos professores municipais de São
Paulo
23 de maio de 2013
O professor Rodrigo Ciríaco
presta alguns esclarecimentos importantes sobre a paralisação dos professores
municipais de São Paulo. A greve iniciou-se no dia 3 de maio e última
terça-feira, 21, em assembleia, os educadores decidiram pela continuidade da mobilização.
Por Mundo em Foco (Veja vídeo)
Abaixo a burocracia
sindical: Construir um sindicalismo
classista e combativo
Vídeo que mostra a podridão desse sindicalismo burocrático, confronto na assembleia de 10 de maio de 2013 na Av. Paulista
Diante dos últimos acontecimentos e
das constantes traições da diretoria de sindicatos pelegas e descompromissadas
com os interesses da classe, faz-se necessário que os trabalhadores construam
um sindicalismo classista e combativo em todas as categorias. Em São Paulo, no
último dia 10 de maio, a direção da APEOESP/CUT, traiu a categoria, contra a
vontade da maioria de professores que votaram pela continuidade da greve em
assembleia no Vão livre do MASP. A presidenta Maria Izabel (Bebel) deu por
encerrada a campanha salarial de 2013, de forma autoritária e covarde. A
presidenta da APEOESP/CUT (Bebel) aos berros pôs fim à greve, dizendo que "as
mobilizações continuavam". Os professores indignados e atônitos,
diante de tamanha traição, passaram a vaia-la e a jogarem tudo que tinha em
mãos contra o carro de som, forçando os pelegos e se esconderem num
compartimento fechado do caminhão de som e a suplicarem pelo socorro da policia
militar. Os professores entraram em confronto com a PM, para tentar chegar até
os traidores. A pelegada da APEOESP/CUT saiu com o carro de som sob a escolta policial,
que fez um cordão de isolamento.
Após o confronto, os professores saíram
em passeata com destino ao centro da cidade -- Praça da República, na sede da
APEOESP, ao lado da Secretaria Estadual de Ensino. O grupo pretendia falar com
a pelegada da AEOESP/CUT, exigir explicação sobre a traição e exigir a
continuidade greve, já que não tinha nada garantido. O Secretario só havia
proferido a proposta de suspenção das provas de avaliação dos professores
"O" e "F" sem nada escrito, ou seja, mais promessas!
A sede da APEOESP, foi protegida
pela PM, que não permitiu a entrada dos professores, só depois de muito bate
boca, que uma comissão foi recebida, mas os que a recebeu, não resolveram nada,
apenas disseram que a Bebel já havia ido para Piracicaba e que os demais
diretores também não estava para atendê-los.
Por esse e tantos outros exemplos,
é que a Liga Operária afirma que: “Esse modelo sindical esta podre e carece
ser destruído e construído outro em seu lugar”. O moribundo Estado
burguês/latifundiário, que se desenvolve sob as bases do capitalismo
burocrático, em suas entranhas também cria suas ramificações na sociedade, nos
movimentos sociais e de classe. Esse modelo sindical criado na década de 30,
pelo então ditador Getúlio Vargas, aperfeiçoado pelos oportunistas, tendo uma
colaboração direta do PT/Pecedobê CUT/CTB, Força Sindical, CGTB e outros,
cumpre o papel de frear as massas em luta, e coloca-la na mais vergonhosa
conciliação de classes. Temos de construir um sindicalismo classista e
combativo e forte as massas devem serem a força motriz, pois a massa é toda
poderosa e pode operar milagres, se organizada e decidida a lutar.
Todas as condições já estão
criadas, há grupos que lutam por essa mudança e este espalhado por todos os
cantos e categorias. A Liga Operária nasceu dessa forma, rompendo com esse sindicalismo
conciliador e propugnando um sindicalismo classista e combativo. Nos dias
atuais, essa burocracia sindical se mantem através de eleições fraudadas e de
golpes patrocinados pelas centrais sindicais governistas. Ao acompanharmos o furacão
de luta que vem varrendo tudo que se coloca no seu caminho, já estamos vendo a
sua força nas obras do PAC nas Usinas de Jirau e Santo Antônio -RO, Belo Monte –
PA e Colider – MT, Refinaria Abreu e Lima - Suape PE, e com os professores, que
se levantam em cadeia por todo o país. Cada operário, professor, funcionário e
etc., deve ter o compromisso de pavimentar o caminho para a construção de um
sindicalismo classista e combativo, para que as massas tomem as rédeas da
história em suas mãos e contribua para a construção de uma nova sociedade, onde
as massas terão vez e voz.
Abaixo a burocracia sindical!
Viva a luta classista e combativa!
Pela construção de grupos de luta em todas as categorias!
Professores
da rede estadual de ensino se revoltaram com a traição da “direção” da APEOESP
e reagiram com muitas vaias, pedaços de madeiras, garrafas d'agua e etc.
atirado no carro de som, onde estavam os diretores da APEOESP (dentre eles a
presidenta Maria Izabel “BEBEL”) enfrentaram os policiais, que foram chamados
pelos pelegos para dar proteção contra a fúria dos professores. Bebel saiu sob
escolta policial, da assembleia do dia 10 de maio, depois de não acatar a
decisão da maioria no vão livre do MASP e decretar o fim da greve. O
encaminhamento da assembleia contou com as falas de vários representantes e dos
mais de 13 honradores, apenas quatro se colocaram a favor da categoria e pela
continuidade da greve, deixando claro à categoria a servidão da
"direção" do sindicato e o golpe, pois ao ser colocado em votação
quase que a totalidade dos que estavam em cima do carro de som, votaram pelo
fim da greve, contrariando a esmagadora maioria dos professores que contava com
mais de 5 mil presentes.
PM ataca os manifestantes
Manifestantes não recuam e enfrentam a PM
A
partir dai o que se viu foi o enfrentamento e a policia militar partindo pra
cima dos manifestantes que não recuaram e enfrentaram com bravura e
determinação. Dois professores foram detidos e houve muitas agressões, mas
seguiram marchando pela Avenida Paulista com destino a Praça da República, lá
um grupo composto por membros ligado ao PSTU, PSOL, LER-QI, Oposição
Alternativa entre outros se posicionaram de frente a Secretaria de Educação,
fizeram suas agitações e decidiram realizar uma concentração para o dia 17 de
maio. Outro grupo formado por vários professores independentes, a oposição
Educadores na Luta e PCO foram para frente da sede da APEOESP tentar tomar o
sindicato e exigir da “direção” uma explicação, já que a mesma não acatou a
decisão da maioria.
Na
porta da APEOESP, se depararam com um forte aparato policial, mas não se
intimidaram, fizeram várias denuncias e demonstraram indignação, com o fato da
sede do sindicato deles estar sendo guardada pela PM. Após um tempo, forçaram
os mesmos a deixarem uma comissão composta por professores entrar para falar
com a “direção” da APEOESP. Durante o período que a comissão estava lá dentro,
os professores esfregavam na fuça dos policiais, suas identificações apontando
que aquele prédio é bancado por eles, inclusive os salários da PM, dizendo que
os policiais estavam ali defendendo a instituição e não o indivíduo e que eles
queriam passar. A comissão foi recebida por quatro membros da diretoria sem
poder de decisão, pois segundo eles a Bebel e o resto da diretoria haviam
retornado para suas cidades, afirmando que a Bebel já havia ido para
Piracicaba. O que foi vaiado pelos presentes.
A
comissão decidiu convocar uma nova concentração na próxima terça-feira 14 de
maio às 17 horas na frente da APEOESP, para decidir os rumos da categoria e
exigir que a “direção” revogue sua posição e reconheça a decisão da maioria da
categoria, o que foi aprovado por unanimidade pelos presentes. Seguido como uma
proposta de apoio aos professores municipais em sua assembleia que ocorrerá no
mesmo dia às 14 horas de frente a prefeitura e de lá convoca-los para apoia-los
às 17 horas.
Bebel
e a “direção”, já ensaiavam o golpe desde a votação do local da assembleia, até
o seu posicionamento de limitar-se em querer atacar a oposição ao invés de
fazer as denuncias de sofrimento da categoria “O” e a falta de condições
adequadas de trabalho da categoria. Na frente da Secretaria de Gestão e na
Secretaria de Educação, sua postura em ficar rebatendo a oposição, preocupada
com o seu cargo que esta balançando, vem favorecendo o gerente Geraldo Alckmin,
além de criar uma divisão na luta. Também deixou claro aos municipais, que o
municipal é o municipal e o estadual é o estadual. De forma taxativa finaliza
com ar de favor “Mas... nos solidarizamos aos professores municipais.” Nessa
frase, se vê que falou por falar, principalmente a voltar atacar a oposição e
os que vaiavam o seu comportamento, dando por encerrada a assembleia.
Os
acontecimentos patrocinados por essa “direção”, mostra aos professores, que
precisa mais do que nunca varrer com essa pelegada e construir um sindicalismo
classista e combativo, que respeite realmente os anseios da categoria e que a
maioria decida os rumos da luta dos professores.
Operários de
telemarketing do “Grupo Provider”, da cidade de Osasco – SP realizaram, no
último dia 2 de maio, uma paralisação de três horas em resposta às más
condições de trabalho impostas pelos patrões. O local de trabalho dos
operários, nas últimas semanas, esteve passando por obras de reforma sob o
pretexto de “melhorar o ambiente de trabalho”. Ainda que em tais condições, os
operários estavam sendo obrigados a trabalhar com nuvens de poeira suspensas no
ar, resultantes das obras, inalando pó e tendo a saúde seriamente prejudicada.
Paralisação
dos operários da empresa (foto tirada do celular de um funcionário)
Na primeira
semana de maio, dois trabalhadores passaram por problemas respiratórios após
haverem inalado as nuvens de poeira, e tiveram que ser hospitalizados. No dia
2, os operários chegaram ao local de trabalho testemunhando os computadores
totalmente cobertos por poeira, o que fez com que cerca de 90% dos mesmos
paralisassem os serviços. Os outros 10% dos operários, que faziam cobranças para
o “Grupo Magazine Luiza”, foram obrigados a seguir trabalhando sob a supervisão
dos gerentes. Contudo, após 1 hora de trabalho, quando uma trabalhadora grávida
saiu da operação vomitando e sem conseguir respirar, os 10% em operação também
paralisaram o trabalho e se juntaram à maioria restante.
Após a adesão
total à paralisação, os patrões começaram a tentar sabotá-los, lançando ameaças
de que seriam demitidos caso não voltassem a seus postos de trabalho. Apesar
disso, mantiveram-se em paralização por mais 2 horas e meia até não aguentarem
mais as ameaças de demissão e, devido a estas, retornarem ao trabalho. Cerca de
quatro trabalhadores deixaram a empresa e voltaram no dia seguinte – após isso,
passaram a ser insultados por uma das gerentes da empresa, que se referia a
eles como “vagabundos que não sabem o que fazem aqui”.
Computador da
empresa, coberto de poeira
(foto tirada do celular de um funcionário)
Operários eram
obrigados a inalar nuvens de
poeira por conta das obras feitas em local fechado
Eis a forma
como os patrões tratam a saúde dos trabalhadores em todas as áreas,
especialmente no setor de telemarketing. Tais ações monstruosas feitas pelos
capitalistas são uma amostra da necessidade de os operários do setor de
telemarketing se unir para que, na marra, arranquem os direitos – atualmente
inexistentes – dos patrões.
Com muita determinação, professores
da rede estadual reafirmaram a continuar em greve!
Mais
uma vez os professores da rede estadual, lotaram a Paulista e reafirmaram sua
determinação de se manterem na luta por melhores condições. Vinte mil
professores em assembleia realizada no vão livre do MASP rechaçaram todas as
tentativas do governo em dividir o movimento, mesmo quando houve uma queda de
braço entre a oposição e a direção da APEOESP, que ficaram discutindo questões
relevantes e quase dividindo a categoria, mesmo sob gritos de unidade!
A
categoria de professores “O”, atingidos diretamente pelo projeto de
sucateamento do ensino público, mostrou-se bastante determinados a lutar.
Segundo a direção da APEOESP, a categoria “O”, pode não existir no próximo ano
e os atuais professores (48 mil), podem perder o emprego. A categoria “O” foi
criada pelo gerenciamento estadual, justamente para tentar conter os movimentos
grevistas, pois desde o contrato que cerceia direitos garantidos aos demais
professores, até o cúmulo de estipular a sumaria demissão caso haja mais de
três faltas no ano (mesmo em caso de faltas comprovadas). Além disso os professores
“O”, não recebem salários em períodos de férias, só ganham se estiverem
trabalhando.
A
categoria em geral reclama das condições que lhes são proporcionada, desde a
insegurança, até a restrição do horário de preparo das aulas, que na
pratica não é cumprido a lei de 1/3 para preparo das aulas. A categoria
acompanhou a calorasa disputa entre a oposição e a direção da APEOSP, que em
muitos aspectos se igualaram, já que não se preocuparam em defender os
interesses da classe e sim de grupos, que estão na disputa direta pela direção
do sindicato.
A
Bebel e os dirigentes da Apeoesp em todos os momentos passou recibo cheios de
histeria para a oposição. Mesmo em locais que essa luta interna da direção, não
ajuda, só atrapalha. A BEBEL preferiu soltar suas pérolas (na Secretaria de
Gestão e na Secretaria de Ensino).
A
oposição aproveitando do destempero e da histeria da Bebel fez o seu papel,
criticando e mostrando o ponto de vista. Desde a assembleia no MASP nas
votações, até o fim da manifestação na Praça da República.
A
categoria demonstrou seriedade e criticaram tais posicionamentos, segundo
alguns professores: “Não é hora de
dividir, sim de unir”, diante dos bate boca afirmaram: “Briga de grupos,
estamos aqui lutando pela classe, isso veremos mais na frente!” Afirmou
um grupo de professores que não se identificou.
A
passeata parou no cruzamento entre Av. Paulista e a Rua Bela Cintra, pauco de “calorosos debates”
(jogo de cena para alguns professores) e empurra, empurra, surgiu um furgão
Fiorino com som, convocando os manifestantes a seguir em frente, parte dos
manifestantes já havia virado para a Rua Bela Cintra. No som Antônio Carlos do
PCO diz: “Vamo embora, vamo
embora, vamo seguir em frente, tem que parar com joguinho, vamo...” apontando
pela Paulista, ao notar o recuo de muitos professores, acusa o PSTU de querer
colocar os professores para servir de saco de pancada para policia: “Cadê eles? O PSTU
chamou para seguir em frente, só para posar de oposição... Eles viram a policia
e recuaram? Nós não temos medo da polícia. Nós queremos deixar claro isso aqui,
vamo seguir a passeata...”.
Essa
afirmação se deu, após as colocações de João Zafalão no carro de som,
onde disse: “O problema é o
seguinte, não estou nem discutindo aqui com o sindicato. Em primeiro lugar
não é policia que decide pra onde vai a manifestação nossa como antes,
beleza? Olha só, nó estamos propondo aqui, com dor no coração... nós tem que
chegar à República o mais rápido possível...Eu propus aos companheiros um
acordo simples aqui, que eu quero ver se vocês topam ou não? Que é simples:
Agente vai descer, uma aqui,(apontando para a rua Bela Cintra) vira e Consolação e
pra chegar na República... Mas eu acho que é importante agora tentar fazer
isso, do que enfrentar, porque segunda-feira a greve nossa vai continuar
independente de qualquer coisa... ”
Depois
disso a passeata seguiu em frente da Secretaria de Gestão, ao invés da direção
do sindicato dirigir-se apenas ao gestor Davi Zaia, preferiu atacar os que se
opuseram em passar em frente a secretaria. Ao contrário do que afirmou no som,
a PM dirigiu todo o percurso da passeata, inclusive fazendo um desvio sem nexo
em frente da igreja da Consolação, fazendo um bloqueio impedindo que os
manifestantes seguissem e virasse pela Av. Ipiranga. Na chegada à República,
foi feito a unificação com os professores municipais, e lá mais uma vez a Bebel
usou o som para passar recibo e dirigir-se para a oposição.
Nessa
manifestação, o que ficou bem claro, foi a determinação dos professores em
seguir lutando por melhoria e diante dos acontecimentos, ficou provado que só
um sindicalismo classista e combativo é que vai por fim a esse modelo
burocrático e totalmente atrelado as normas desse velho e podre Estado. Isso é
tarefa de cada professor, devemos ter claro em mente, que a luta econômica se
faz necessária, porém só a tomada do poder definitivo é que vai acabar com a
exploração e opressão.
O
Protesto Popular conclama os professores para essa luta, que vai além de uma
simples campanha salarial. Para isso temos de varrer do nosso meio todo tipo de
conciliação com o velho Estado e também o oportunismo e isso carecem de mais um
pouquinho de tempo e organização. A justa luta dos professores deve ser apoiada
por todos e é parte da luta de libertação do nosso povo.