domingo, 25 de novembro de 2012

Extraído do site da Liga Operária

Nessa última quinta-feira, 22 de novembro, 16 horas, na Praça 7 no centro de Belo Horizonte. Foi realizada uma manifestação convocada pela Frente Revolucionária de Defesa de Direitos do Povo. Estavam presentes diversas organizações classistas e populares: Federação das Entidades Árabes do Brasil-Fearab-Brasil, Centro de Estudos Islâmicos, Sociedade Islâmica de Minas Gerais, Instituto Helena Greco de Direitos Humanos, Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça, Liga Operária, Movimento Feminino Popular-MFP, Movimento Estudantil Popular Revolucionário-MEPR, Movimento Marxista 5 de Maio-MM5, Sindicato dos Trabalhadores da Construção-Marreta, Liga dos Camponeses Pobres-LCP, Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Liga Estratégica Revolucionária-LERQI, Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação-MOCLATE, Ocupação Camilo Torres, Forum Permanente de Solidariedade às Ocupações, Associação Cultural Jose Marti de Minas Gerais, Juventude do PT, PSTU, PCO.
Cenas das destruições e mortes causados pelos bombardeios de Israel na Faixa de Gaza, foram mostrados através de uma televisão colocada no local do ato. Cenas de crianças feridas gravemente, mortas calcinadas por bombas, ataques aéreos em áreas residenciais, centenas de pessoas cavando escombros buscando salvar as vítimas, recolhendo corpos de famílias inteiras exterminadas. Depoimentos de crianças palestinas emocionam ao relatar o extermínio de suas famílias e ao mesmo tempo afirmar : “Que mais eles podem fazer conosco? Mataram minha mãe, meu pai, meus irmãos, na minha frente. Destruíram nossa casa. Mas não vamos sair daqui. Eles podem voltar quantas vezes quiserem que vão nos encontrar aqui. Somos inquebrantáveis. Não vamos sair da nossa terra.
Os participantes da manifestação se revezaram ao microfone denunciando os bombardeios do exército sionista-fascista de Israel sobre a Faixa de Gaza, a partir do último dia 14 de novembro e o martírio de centenas de civis, na maioria crianças e mulheres.
Os ataques militares sobre a região iniciaram com o assassinato do comandante militar do Hamas, Ahmed Jaabari pelas forças fascistas sionistas. O Hamas é um partido político que historicamente compõe as forças de resistência palestinas e há anos governa a Faixa de Gaza, eleito pela esmagadora maioria da população.
Os manifestantes repudiaram a inaceitável ocupação do território palestino pelos sionistas, desde 1948, após a criação pela ONU do Estado fantoche de Israel. Afirmaram que este verdadeiro atropelo histórico que expulsou milhares de famílias de seu território pátrio, é um dos mais monstruosos engendros do imperialismo ianque (Estados Unidos) em sua estratégia de dominar e manter o povo árabe sob seu controle, apossar de suas riquezas, principalmente o petróleo, e fincar bases militares nesta estratégica região do globo (ligação e passagem do ocidente ao oriente) para seu domínio mundial. As constantes invasões, incursões militares e sistemáticos massacres contra a população palestina e árabe de forma geral pelo Estado de Israel, são um objetivo permanente do imperialismo ianque para assegurar sua dominação na região.
Acima de toda a ignomínia da ocupação sionista e dos criminosos ataques que exterminam milhares de palestinos, os manifestantes saudaram de maneira vigorosa, o exemplo desse povo em sua heroica resistência.
Os representantes das organizações árabes, presentes ao ato, convocaram os participantes e todos os que passavam pela praça, a conhecer a história verdadeira do povo palestino, acusando o monopólio da comunicação de desinformar e de deformar a verdade, a serviço dos interesses do imperialismo ianque. Marcelo Ferreira, da Fearab falou longamente sobre a história da ocupação sionista da Palestina e acusou a imprensa oficial brasileira, capitaneada e pautada pela Globo de impedir a divulgação dos fatos reais, das causas e dos resultados dos bombardeios criminosos.
Representantes dos camponeses pobres do Brasil e da luta por tomada de terrenos nas cidades compararam a situação dos pobres em nosso país à situação do povo palestino, com a criminalização de sua justa luta por terra e o assassinato de camponeses e operários.
Informaram à população que assistia ao ato que o povo palestino resiste e se arma para enfrentar a força descomunal do exército fascista de Israel que é financiado por Estados Unidos e transformado hoje em segunda força nuclear no planeta. Conclamaram o povo mineiro a se manifestar contra essa ação do imperialismo que é contra o povo palestino e contra os povos de todo o mundo. As fronteiras são construídas pelos Estados, com seus interesses econômicos e bélicos, já o povo, as classes oprimidas em toda parte do globo são uma só, com um só interesse, libertar-se do jugo imperialista e construir uma sociedade sem exploração de classe e sem opressão.
Ao final do ato de repúdio a Israel/EUA, e apoio ao povo palestino, os manifestantes se juntaram no passeio da praça e queimaram as bandeiras de Israel e de Estados Unidos, ao som das palavras de ordem: “Fora de Gaza, Israel fascista”, “Israel sionista, sanguinário e fascista”, “Morte ao imperialismo”, “Juventude Palestina, sua luta continua na América Latina”.
O ato foi encerrado pelo representante do Centro de Estudos Islâmicos, Alan Mansur, que voltou a dizer aos participantes da importância daquele ato para o reforço da resistência palestina e para o conhecimento do povo brasileiro sobre a verdade do que ocorre em seu território ocupado por Israel.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Barbárie!


Morticínio de jovens em periferia é falta de saída desse velho e podre Estado fascista!*

Fernando Pereira de Melo, de 23 anos –desempregado,
 sem antecedente criminal, foi encontrado morto.
Em noite violenta, São Paulo, dorme e acorda com notícia de extermínio de jovens, como sempre na sua periferia dessa vez em Taboão da Serra. Tudo teve início, após a morte de um soldado PM Hélio Barros , desencadeando a "fúria" fascista na noite de segunda para terça-feira-8-9 de Outubro. Por volta das 22h30, menos de uma hora depois da morte do PM, dois suspeitos de roubo foram mortos por policiais. A PM negou envolvimento com o crime do policial. Disse que os policiais estavam atendendo a ocorrência de roubo a pedestres e que os mesmos teriam reagido e atirado para tentar fuga, caíram da moto e um deles, Rodrigo Neves, de 20 anos, morreu no local. Mas segundo afirma um vizinho: "Os Policiais viram que ele estava caído e deram vários tiros na cara". O outro, André Felipe Oliveira Lima, de 16, foi levado ao hospital e como sempre não resistiu. Vizinhos afirmam ainda, que "Policiais mandaram todo mundo sair da rua”. Quem ficou apanhou. Para justificar as mortes, a PM informou que apreendeu com eles, dois revólveres e a bolsa que segundo eles pertencia a uma mulher, vítima dos assaltantes.
A Região teve mais violência, promovida por dois carros, um prateado de cor escura, aterrorizaram os moradores, segundo testemunhas, passava da meia-noite quando homens fortemente armados efetuaram disparos de dentro de um Fiat Stilo prata em três pessoas, que estavam na esquina da Rua Tereza Montez Sanches. Elas tentaram escapar pulando muros de casas, mas o jovem, Fernando Pereira de Melo, de 23 anos – desempregado e sem antecedente criminal, não conseguiu e foi encontrado dependurado no portão de uma casa morto, estava espetado nas lanças pontiagudas do portão. Outros dois, também baleados, mas que sobreviveram, tinham passagem por roubo.
Quantas mães ainda irão chorar a morte dos filhos?
O Stilo prata, com os francos atiradores, foi visto também atacando na Rua Sati Nakamura, onde um homem se machucou tentando fugir e outro foi baleado na perna. Mais quatro pessoas, foram vitimas de disparos, por volta das 1h30, na Rua Nicolau Gentile, também em Taboão, só que dessa vez, foram atacadas por atiradores que utilizavam um Logus preto. Fabio Julião Santos, de 32 anos, e José Gomes, de 31, com passagem por porte de drogas e irmão de um PM, não resistiram. Por volta das 2 horas, dois homens sem antecedentes, Alex Sandro Pereira, de 29, e Ricardo Evangelista Pereira, de 31, foram mortos na Rua João Antônio da Fonseca. Segundo informações, foi visto um carro preto no local.
Para familiares e amigos das vítimas, policiais promoveram o comboio de assassinatos. "Estão matando para se vingar e não estão matando só bandido. Estão indo na rua e matando qualquer um", afirmou um amigo de Fabio Julião. Uma sobrinha de Ricardo Pereira disse que ele não era criminoso. "Só estava na frente de casa conversando."
Mais uma vez, a PM, aparece com suas palavrinhas mágicas do comando dizendo que: "não compactua com irregularidades praticadas por seus integrantes" o inquérito vai apurar o caso e solicita que testemunhas procurem a Corregedoria. Caros leitores, aqui esta a senha para matar, pois quando a própria PM, não faz o serviço, os grupos de extermínio o faz. As pessoas que foram mortas em Taboão da Serra, Região Metropolitana de São Paulo, foram vítimas de uma hipocrisia desse velho e podre Estado, que para justificarem-se perante a opinião pública, diz que os policiais estão fazendo o seu trabalho e agiram perante a lei. Só que esse mesmo Estado, que permite o seu braço armado matar, não permite que o povo tenha o direito a defesa. Todos que se levantam contra essas mazelas, são covardemente assassinados, ou colocados em um programa de “proteção” feita pelo próprio Estado.
Ônibus da Viação Vila Galvão, incendiado  em ação de protesto
em guarulhos, contra a chacina de três pessoas em 08/10/12
Mesmo com as evidências, para o delegado, Gilson Leite Campinas, os crimes aconteceram em locais específicos, motivo pela qual não é para a população ficar preocupada com isso. “A polícia está empenhada para tentar esclarecer os casos, o mais rápido possível”. Segundo dados estatísticos, a morte de policiais em horários de folgas, tem aumentado em São Paulo, mesmo com a “legalização do bico”, pelo gerente Kassab, que paga cerca de R$120,00 por dia ao policial que presta “serviço” reprimindo e perseguindo camelôs nas ruas de São Paulo. Nas redes sociais, como o facebook, surgem expressões de pessoas, que propagandeiam e até fazem afirmações de apoio e incentivo a esse tipo de atitude. Frases como essa: “Desde Janeiro policiais são assassinados em São Paulo. Basta!A frase vem acompanhada do brasão da PM com sangue e cobrança da população para que alguma manifestação seja realizada. Em uma clara demonstração de envolvimento de PMs em atos desse tipo.
Na Baixada santista, em cinco dias morreram 15 pessoas, dois PMs e 13 civis. “No domingo, após a morte de sete pessoas em aproximadamente cinco horas, o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, e o comandante da PM, Roberval França, estiveram no litoral para conversar com integrantes dos batalhões da região. Membros da Corregedoria da PM também foram deslocados para Santos.” Também, uma ação de um grupo, que atearam fogo em um ônibus da Viação Vila Galvão, na Rua Jamil João Zarif, no bairro Taboão - Guarulhos, segundo consta essa ação foi espontânea devido a chacina onde 3 morreram e um ficou ferido, nessa Região.
Além disso, várias pichações surgiram em diferentes pontos da cidade, principalmente nas periferias, tidas como violentas e antro de marginais, pelo monopólio de imprensa, principalmente os sensacionalistas, que vivem de execrar e humilhar os pobres. Há muito, esses fascistas, vêm alimentando a cabeça do povo, com propagandas dessa violência, criando pânico e terror na população, para justificarem o morticínio. Com isso, faz-nos, relembrar a celebre frase de Malcon X: “Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimida e amar as pessoas que estão oprimindo”.
Essa frase, responde e bem o que anda ocorrendo em nosso país, onde, o monopólio de imprensa, faz constantes ataques ao povo, propagandeando o culto a violência do Estado contra, os movimentos sociais e contra o povo, que já não aguenta mais o sofrimento e levanta-se contra tudo que o oprime. As mortes de pessoas nas vilas e favelas, das grandes cidades, é prova cabal de que este velho e podre Estado burguês e latifúndio, não têm resposta para os problemas do povo e só uma revolução de Nova Democracia, pode e tem que resolver esses problemas. Devemos construir formas de resistências contra esses covardes ataques e se hoje eles dizem que estão matando bandido, é por que esses jovens, não tiveram e não têm como ser aproveitados nessa sociedade de classes, onde que subtrai e esgota as riquezas produzidas pelos operários e camponeses. Temos de construir o Poder Popular e as Assembleias do Poder de Nova Democracia, onde a maioria e que decidirá o futuro e não essa minoria, que hoje nos explora. É simples – claro e cristalino: Quem trabalha come, quem não trabalha, não come.
Abaixo o genocídio do povo pobre!
Viva a Revolução de Nova Democracia!


*Este texto, foi elaborado com base nos últimos acontecimentos em S.Paulo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Trabalhadores homenageados


Mais uma vez, o Dolores Boca Aberta
Surpreende seus admiradores


Neste sábado, 15 de Setembro de 2012, foi inaugurado uma verdadeira obra prima em homenagem aos operários. Essa homenagem teve como parâmetro a audácia e a criatividade, de um grupo de teatro da Zona Leste de São Paulo, que vem buscando popularizar a arte e fazer com que o povo sinta em cada ato ou ação, um pouco da emoção e representado por cada ato. Esse grupo é formado por atores que se enxergam como artistas trabalhadores. Nascidos e criados na periferia de São Paulo, em sua criminalizada Zona Leste. Sofrendo com todas suas intempéries e preconceitos.

Desde sua criação, o Coletivo Dolores Boca Aberta, vem realizando atividades culturais em diversos seguimentos, sendo as artes cênicas, uma marca bastante admirada por onde passam, há também personagens bastante pitorescos, como é o caso do Candidato Armando Boas Praças, que sempre aparece em épocas de eleição, prometendo melhorar os problemas do povo e inaugurando praças, colocando o seu busto – uma forma de satirizar os políticos, que só prometem e fazem demagogia, além de ter o número de campanha 171, é candidato pelo POB (Partido Oportunista Brasileiro), também uma alfinetada nesses partidos eleitoreiros.

Segundo um dos coordenadores do Coletivo Dolores Boca Aberta – Luciano Carvalho, para realizar tal feito, o grupo teve que se adaptar e discutir, como fazer esse trabalho:

“A ideia ela não surge repentinamente como uma boa ideia. É resultado de um processo, num acumulo em pesquisa, luta política, luta estética desse coletivo, então o lance de fazer ocupações públicas, agente já tinha uma experiência junto ao movimento dos sem-terra, junto ao movimento arte de grupo da cidade de São Paulo, que agente milita também.”

“A ideia de construir monumentos, agente fez um ensaio sobre isso, uma pequena brincadeira, ou uma primeira brincadeira com pequenos bustos de bronze, que agente chegou espalhar uns três pela cidade, que são bustos do político corrupto que agente criamos, o Armando Boas Praça – o oportunista. Ou seja, para saltar dessa ideia do pequeno busto a um monumento e saltando também da qualidade de um busto satírico a um monumento provocador, a proximidade era evidente. Como fazer sendo nós trabalhadores de arte – do teatro, trabalhadores de cultura e trabalhadores de outra funções também, agente teve meio que fazer, duas três funções pra sobreviver. Como realizar uma obra desse porte, sem ser donos dos meios de produção e sem alienar trabalho, sem fazer as coisa que agente luta contra?”
Estampa em camisa, demonstra o repúdio
do grupo, nessa farsa eleitoral
“A ideia foi então, de lançar mão de recursos, que nós já conhecíamos que é o da ocupação. Então organizamos uma ocupação com lona preta, com banheiro, com cozinha, com dormitório, espaços coletivos, revezamento na vigilância, revezamento no trabalho, no canteiro de obras, ou seja: Organizamos um canteiro de obras, artístico, político e onde socializamos funções, trabalho, fazemos a rotatividades dessas funções e passamos a morar aqui, dezesseis dias morando na praça, criamos em paralelo, a esse trabalho, criamos outro trabalho, que é o trabalho de divulgação e o trabalho de apresentação de um festival de teatro de música, de poesia em praça pública. Então realizamos cerca de trinta apresentações nesse período, nas tardes e noites. Nas manhãs, para fazer o aquecimento, melhorar o corpo, para ir pro trabalho de concreto de soldagem e tal, nós fazíamos Lian Gong (exercícios de alongamento de origem chinesa) - agente mesclou uma série de possibilidades interessantes e concretizamos  na praça, fazíamos essa ginastica e depois íamos para o trabalho, então concretamos aí de cinco toneladas de concreto armado, aquele bloco que você viu que sustenta o elefante de aço de duas toneladas, duas toneladas e meia, por aí e a obra esta pronta. Agora estamos pronto, com o grupo Nhocuné Soul que é um grupo da Vila Nhocuné – uma banda excelente da quebrada e com a Escola de samba do Sem-terra, que é a Unidos da Lona Preta, que veio nos prestigiar.”

Esse monumento foi inaugurado entre as estações Artur Alvim e Corinthians-Itaquera, em um local que esta sendo disputado pelo poder público, para alargar a Radial Leste. Por tanto, ele também é uma obra de resistência, pois esta no caminho dessas pretensas obras. Também há a questão dos moradores de prédios, que também estão na mira do projeto. Segundo o coordenador, a prefeitura tentou impedir que se realizasse a obra, tentaram criar impeditivos, mas todos foram contornados pelo grupo.

A relação entre a população e eles, teve uma situação pitoresca, pois no início, alguns os viam com preconceito, pelo fato deles estarem acampados na praça debaixo de lona. Mas com o passar do tempo, as atividades foi ganhando o apoio popular, que foram aumentando a cada dia, a ponto da população fazer doações de alimentos, frutas e etc.
Também, houve alguns que torceram o nariz, ao ver a foice e o martelo no caminho do “Itaquerão”:

A hora da inauguração
O Simbolo, que ficará exposto entre as estações Artur Alvim e Corinthians-Itaquera, chama o povo a reconhecer a sua força e se levantar contra toda essa ordem de coisa, simbolizado pelo elefante, para esmagar os ratos
Operário Almino José de Melo Filho serralheiro
que soldou as peças da obra de arte
Tudo corria bem, o povo ia chegando aos, pouco e a homenagem estava prestes para acontecer, o grupo Nhocuné Soul, afinava os instrumentos e os organizadores, faziam alguns ajustes.

A Escola de Samba – Grupo da Lona Preta estava fazendo a anunciação do evento, nas ruas do entorno e o oportunista Armando Boas Praça, fazendo a sua campanha pelo POB (Partido Oportunista Brasileiro), seus cabos-eleitorais, distribuindo santinhos, pelas ruas. Eis que de repente chega uma notícia: Não poderá ser utilizado o palanque, pois havia ocorrido um problema e poderia comprometer o evento. Mas, acostumados ao improviso, o Dolores Boca Aberta, rapidamente mostrou sua organização e disciplina, distribuíram as tarefas e montaram o Show no chão, junto ao público, ideia essa que foi aplaudida pelos presentes.
A Turma da Lona Preta chegou com os batuques e em seguida o público foi se aglomerando. O grupo Nhocuné Soul, dando os últimos retoques eis que às 18:30 horas, inicia a homenagem, com o Nhocuné Soul, mostrando suas qualidades e ritmo – que não foram abaladas devido ao problema com o som.

A curiosidade aumenta e o público também – cerca de 300 a 400 pessoas fixas e centenas de curiosos que passavam e iam saber de que se tratava. Quando surge de forma oportunista mais uma vez, o candidato Armando Boas Praça, com uma trupe de teatro, fazendo uma encenação de como um político é cara-de-pau e enganador – recebido sob vaias pelo público. Após escorraçar esse picareta, o público se volta para o monumento, que teve sua inauguração feita pelo operário da obra, Almino José de Melo Filho – Serralheiro, que acompanha o grupo desde o início, ele relatou que de todos os trabalhos que ele já fez, esse havia sido o que mais emocionou, pois tinha um significado especial e ficaria por toda vida. Uma companheira, que não fazia parte do grupo, mas acompanha-o há 4 anos, estava ajudando na organização e emocionada, relata, que ali estava, mais um presente do grupo a cidade de São Paulo e que cabia a todos ajudar a preserva-lo, relatando sobre a luta contra a criminalização dos movimentos e o preconceito, além das dificuldades que é realizar um feito desse tipo.

Tiago Mini, que também é um dos organizadores do Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes, para diante do monumento e demonstra toda sua emoção a ver o esforço do grupo materializado e principalmente o sorriso de felicidade do público presente, relata: “A minha emoção é de ter realizado uma obra coletiva feita por trabalhadores e para os trabalhadores de cunho político e que representa um marco para a cidade.”
Um casal de terceira idade, que passava, atravessou a avenida e veio ver de que se tratava, embora meio que tímidos, puderam relatar a importância de ter uma obra de arte na periferia: “É uma honra de grandeza e cultura, eu sou muito fã de obras de arte”.

Luciano Costa, também membro da coordenação, fica estático de fronte ao monumento, como que sentindo todo o êxtase da realização, com certeza, deveria estar passando pela sua cabeça, todos os percalços e dificuldades encontradas, para materializar a homenagem, perguntado, ele olha pra mim e diz: “É uma emoção grande, realizar uma obra desse porte, principalmente por tratar de uma obra de resistência, que simboliza os trabalhadores, representados pelo elefante e seus inimigos de classe que é o capital, a burguesia e o clero – representados pelos três ratos, sob os pés do elefante, que segundo a fábula, têm medo de ratos, mas quando souber da sua força, pode esmagar os ratos com as suas patas, assim é o trabalhador e nós buscamos expressar isso nessa obra.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Homenagem aos operários

O Coletivo Dolores Boca Aberta, convida a todos para a inauguração do monumento que será em homenagem aos operários.


O Coletivo Dolores Boca Aberta, estará nesse dia 15 sábado, inaugurando o monumento em homenagem aos operários. Esse monumento, conta a saga dos operários, que ha muito vem sendo pisoteado e humilhado pelo imperialismo e seus lacaios. Tudo feito em uma ocupação da praça feita pelo grupo, que iniciou em 1º de Setembro e vai até o dia16 - Domingo, quando estarão desocupando a praça. 
O elefante - simbolizando os operários e três ratos que simbolizarão o imperialismo, a burguesia e o clero religioso, que subjugam e escravizam o povo. Nós do Protesto Popular SP, recebemos este vídeo e estamos divulgando-o, além de estar reforçando o convite a todos, pois com certeza, este evento cultural, não terá espaço de divulgação nesse monopólio de imprensa.
Segundo os organizadores, terá início por volta das 17 horas, com um desfile do Bloco da Lona Preta, haverá um showmício do candidato do POB (Partido Oportunista Brasileiro) e várias atividades culturais, compareçam, promete ser um grande evento, principalmente - como diz o grupo: 
"Quando o trabalhador faz arte põe o mundo às avessas."
  
Local: Metrô, Artur Alvim - trevo da Avenida Padre  Estanislau de Campos com a Radial Leste São Paulo.

A PARTIR das 17 Horas

Prestigiem