quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Luta Camponesa



Todo Apoio a Luta Camponesa

Nós do Protesto Popular conclamamos a todos os progressistas e lutadores para apoiar e defender as famílias camponesas do Norte de Minas, que desde 1998 estão assentadas em Varzelândia no Para Terra I, ocorre é que nesta área há um acentuado enfrentamento contra o latifúndio e a má fé deste velho e podre Estado burguês - latifundiário. Por isso apoiamos de forma inconteste essa batalha que com toda certeza é parte integrante da luta do nosso povo.
Varzelândia e todo o Norte de Minas vivem um momento muito especial no enfrentamento contra os latifundiários que pagam pistoleiros para ameaçar e amedrontar camponeses e lideranças como ocorreram recentemente (fim de novembro de 2012), na fazenda Beirada em Mangas. Com a determinação dos camponeses e suas lideranças de não arredar pé de suas justas posições, o velho Estado burocrático, esta querendo colocar povo contra povo e não podemos em hipótese alguma admitir isso. Nessa Região, os camponeses tem uma extensa bagagem de resistências, narradas em livros e contos que relatam as lutas do povo – Como “Grande Sertão: Veredas” de João Guimarães Rosa e também muitas passagens de outros consagrados escritores.
As famílias do Para Terra I, são bastante conhecidas na região pela disposição e determinação na luta. Veja o Manifesto que a Liga dos Camponeses Pobres divulgou:
Em defesa das famílias camponesas do

Para Terra I/Varzelândia
13/02/2013    

 Grupo de teatro Servir ao Povo do Para Terra I se apresenta em atividade da LCP
1. Nós 35 famílias camponesas assentadas no Para Terra I no município de Varzelândia (MG) estamos sendo ameaçadas de expulsão pelo próprio estado para a suposta criação do “Território Quilombola do Brejo dos Crioulos”. Estamos sendo também coagidos a aderirmos ao suposto território num flagrante desrespeito a nossa autonomia como comunidade. É justo e necessário distribuir a terra para os camponeses pobres da região, mas acreditamos que isso deve ser feito tomando e cortando as terras do latifúndio e não dos camponeses pobres.

2. As ameaças de expulsão do Para Terra I são mais uma forma encontrada pelo estado para nos dividir. Somos todos camponeses pobres, trabalhadores que lutamos por terra e uma vida digna. Muitos de nós temos parentes quilombolas (avós, tios, sobrinhos, genros, compadres, netos), muitos moradores do Para Terra I são casados com pessoas que farão parte do território quilombola e muitas pessoas que se consideram quilombolas vivem no Para Terra I.

3. Desde 1998 várias famílias de camponeses pobres de Varzelândia e região se reuniram, adquirindo crédito fundiário por meio de contrato firmado com o Banco do Nordeste dando origem ao que hoje é o Para Terra I. Há quinze anos lutamos em cima dessas terras para dela tirar nosso sustento e transformar o Para Terra I em uma das comunidades com a maior produção de hortifrutigranjeiros de Varzelândia e região.

4. No Para Terra I produzimos milho, feijão, mandioca, abóbora, quiabo, tomate, cenoura, couve, alface, pimenta e muitos outros mantimentos e nossa produção abastece dezenas de mercados e feirantes de Varzelândia e São João da Ponte. Temos uma área irrigada de 12.48 hectares através da qual produzimos e comercializamos coletivamente vários produtos. No ano de 2011 produzimos mais de 1.800 kilos de sementes de abóbora e 1.418 kilos de sementes de alface. No ano de 2012, além da produção de 787 kilos de abóbora colhemos mais de 18.000 mil kilos de pimenta.
5. No ano de 2006 as famílias do Para Terra I, juntamente há várias comunidades da região consideradas quilombolas, com o apoio da Liga dos Camponeses Pobres e da Liga Operária, construímos de forma coletiva e independente do estado a Ponte da Aliança Operário-Camponesa sob o ribeirão Arapuim entre as comunidades Para Terra I e Nossa Senhora Aparecida.
6. Na construção da ponte nós da comunidade Para Terra I tivemos papel fundamental participando ativamente de todo o trabalho que beneficia hoje dezenas de comunidades. Participaram centenas de pessoas da obra, entre elas dezenas de quilombolas das comunidades Araruba, Nossa Senhora Aparecida, Conquista da Unidade, Brilho do Sol, Boa Vista, Modelo, Furado Seco, São Vicente, Orion e Limeira.
7. Mais de 80 mulheres e 300 homens participaram da obra de construção da ponte em mais de 1.800 dias de trabalho voluntário coletivo, sendo que no enchimento da cabeceira da ponte chegaram a participar dos trabalhos num mesmo dia mais de 70 pessoas. A construção da ponte foi e continua sendo um grande e importante exempo da força que temos quando estamos unidos e organizados.
8. As crianças e jovens do Para Terra I estudam nas escolas da região e junto aos companheiros da Escola Popular desenvolvemos uma primeira campanha de alfabetização através da qual, cerca de 18 jovens e adultos aprenderam a ler e escrever. E, após muitos esforços, hoje temos uma escola municipal dos anos iniciais do ensino fundamental na qual estudam cerca de 40 crianças.

9. Ainda como resultado do trabalho da Escola Popular temos hoje um grupo de teatro que existe há três anos formado por cerca de 15 adolescentes e que já apresentou peças em escolas e eventos em Varzelândia, Verdelândia, Pedras de Maria da Cruz e Manga. Além de participarem de um curso ministrado por respeitado diretor de teatro de Montes Claros através de projeto cultural financiado pelo Ministério da Cultura.

10. A comunidade do Para Terra I é conhecida e respeitada por toda a população de Varzelândia e região e um exemplo disso é a realização da já tradicional Feira de Produção que, em sua ultima edição no ano de 2012 em dois dias de intensas atividades, reuniu centenas de pessoas em apresentações musicais/artísticas e torneio de futebol, além de visitantes e apoiadores de Belo Horizonte e Brasília. Nesta feira participaram várias comunidades quilombolas, sendo os vencedores do torneio de viola conhecidos cantadores do Brejo dos Crioulos.

11. Não abrimos mão de nossas terras e não sairemos do Para Terra I. Somos todos parte de um mesmo povo que desde o período da escravidão, passando pela histórica batalha de Cachoeirinha em 1967 (durante o regime militar) e até os dias atuais, lutamos pelo fim do latifúndio improdutivo e pela distribuição das terras roubadas de nossos antepassados aos camponeses pobres sem terra ou com pouca terra.

12. Convocamos todo o povo de Varzelândia, São João da Ponte e região a apoiarem nossa luta pelo direito de vivermos e trabalharmos em cima de nossas terras, respeitando nossa autonomia econômica, política e cultural de respondermos nós mesmos sobre nossos destinos.

13. Conclamamos a todas as pessoas honestas e de bem, todas as autoridades e órgãos responsáveis ou relacionados à criação do Território Quilombola que se oponham a violência que representa a expulsão de nossas terras e/ou a inclusão forçada de nossa comunidade ao “Território Quilombola do Brejos dos Crioulos”.

Associação dos Trabalhadores Rurais do Para Terra I
Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Bahia

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Luta Camponesa

Todo apoio a luta camponesa:
Reproduzimos o Boletim da luta pela terra em Monte Carmelo - MG, divulgado pela Liga dos Camponeses Pobres e contamos com o apoio de todos, para divulgarem e apoiarem essa batalha o latifúndio e seus artífice que explora e humilha o povo pobre no campo, sob a proteção de pistoleiros e do aparato repressivo desse velho e podre Estado burguês/latifundiário.
A luta dos camponeses de Monte Carmelo -MG, é parte integrante da luta do nosso povo, que lita para alcançarem uma ampla liberdade e construírem uma Nova e Verdadeira Democracia.

Todo apoio a luta dos camponeses, sem terra ou com pouca terra:
Viva a Revolução Agrária!
Terra para quem nela vive e trabalha!



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Repressão contra o povo pobre

GCM de São Paulo mostra todo o caráter repressivo do gerenciamento de turno e mais, a fascistização do Estado e seu braço armado


Na última sexta-feira, um jovem skatista, foi agredido covardemente por um GCM (Guarda Civil Metropolitana) sem farda em São Paulo, o que é proibido por lei - já que a GCM não tem o poder Ostensivo, que ficou a cargo da policia militar PM e da policia civil, para defenderem essa estrutura burocrática desse decrépito Estado burguês- latifundiário. Criada por Jânio Quadros no final da década de 80 e aperfeiçoada pelos seus sucessores a GCM, vêm cumprindo cada vez mais o papel de polícia, pelo visto cada gerente amplia mais seu raio de ação. Criada para “resguardar patrimônios públicos” - bibliotecas, museus, cemitérios e etc., hoje esta sendo usada como “tropa de choque” armada com equipamentos de repressão sofisticados, para perseguir e agredir o povo.
A GCM usava como armas uma “TONFA” (cassetete com apoio lateral, muito empregado para dar cutucadas debaixo das costelas), um par de algemas, apito e passou a ter o direito de andar armado com um revolver calibre 38. Mas com o tempo, esses apetrechos, vieram tendo o seu aperfeiçoamento com a pistola “Taser” - que imobiliza com choque, arma com balas de borracha, bombas de efeito moral, escudos e etc., em algumas cidades, as armaduras que parecem àquelas de gladiadores ou samurais, tudo para espancar e reprimir os ambulantes e manifestantes em nome da “lei e da ordem”.
As agressões, cometidas por um “pitbull a paisana” na última sexta-feira 04 de Janeiro, nos mostra que este velho e podre Estado, só exige o sacrifício do povo pobre para que ele cumpra a lei, enquanto que os agentes pintam e bordam. A agressão filmada na Praça Roosivelt em São Paulo, pelo jovem Skatista, soma-se a morte do jovem estudante de 16 anos  Walisson Leão Gomes da Silva, que foi covardemente assassinado na noite do último domingo, 6 de janeiro, baleado por um agente da GCM durante uma ‘revista’ o caso ocorreu na Avenida Soldado PM Gilberto Agostinho - bairro Jardim Cinira em Itapecerica da Serra. Também a constante onda de agressão aos camelôs.
Falando em camelô, enquanto o a prefeitura de São Paulo divulga nota informando que já tomou medidas contra a ação dos envolvidos no escândalo, de que eles já foram identificados e serão suspensos ou até mesmo expulsos. A nota destaca ainda o fato do skatista e que: “a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, pasta responsável pela Guarda Civil Metropolitana, não tolera condutas como a dos agentes envolvidos em ocorrência com os skatistas na Praça Roosevelt em 04/01/2013”.  Chegando a ser uma piada a afirmação de que a ação da GCM é “pautadas pelo respeito ao cidadão e aos direitos humanos”.
As cenas do vídeo feito pelo skatista, não deixam nenhuma dúvida da ação covarde e da arrogância desse agente, que usa o nome de Luciano Medeiros, no vídeo onde ele aparece novamente quase arrancando os dois braços de um camelô na Praça Ramos de Azevedo, próximo ao Teatro Municipal de SP. Agora nos vem esses burocratas falando que o caso será apurado e se houve excesso?
Companheiros há muito o Protesto Popular vem alertando, que esse podre Estado e seus gerentes de turno, cada vez mais vêm aperfeiçoando a sua forma de reprimir, humilhar e intimidar o povo, seja ele municipal, estadual ou Federal, pois defendem seus amos e tratam de blinda-los para protegê-los da fúria popular, que a cada dia mais vem aumentando. Por isso que eles estão construindo as UPP’s e investindo no policiamento aperfeiçoando e equipando-os, enquanto que vão extraindo mais e mais direitos dos trabalhadores. Isso se chama fascistização do Estado, que já não pode oferecer mais nada ao povo, pois é gerenciado por títeres do imperialismo, seja ele europeu, asiático ou americano. É chegada a hora de dar um basta em tudo isso e essa luta já iniciou desde que o povo pobre levantou-se em luta contra o jugo dos exploradores e opressores.
Por tanto, temos de nos organizar e lutar em cada local de trabalho, moradia, escola, seja no campo ou na cidade, o que importa é não deixar a chama acesa pelos nossos valorosos companheiros que tombaram e tombam na luta se apagar.
Abaixo a repressão contra o povo!
Viva a luta popular!
Construir o poder popular!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Chacina do povo pobre

Morticínio do povo pobre na periferia de São Paulo abre o ano com chacina no Campo Limpo



Policia paulista, abre o ano mostrando que seguirá na matança do povo pobre. Desta vez, matou covardemente o autor do vídeo, que mostrava a covardia cometida na manhã de 09 de Novembro de 2012, contra um servente no bairro de Campo Limpo zona sul da periferia de São Paulo. Este bairro, historicamente é tido como violento e carrega em sua sina um histórico de violência - segundo o monopólio da imprensa, mas em sua esmagadora maioria é formado por operários e trabalhadores, homens e mulheres, sofridos e humildes, que vieram para São Paulo “tentar a sorte”, fugindo da seca e do descaso dos gerentes municipais, estaduais e federal, restando-lhes apenas o espaço conquistado com muita luta e determinação em bairros da periferia das grandes cidades.
A juventude de Campo Limpo tem sofrido com essa sina e hoje paga “o pato” por morarem em uma região com esse rótulo. O que esta acontecendo em São Paulo, segue acontecendo em todas as periferias do país e do mundo e o povo deve se organizar e dar um basta em tudo isso. “Toda ação gera uma reação”, por isso devemos nos organizar e barrar de vez todos esses abusos de poder.
Essa chacina de Campo Limpo, ocorrida na última sexta-feira 04-01-2013, carrega dentro de si, todas as características das demais ocorridas em São Paulo, deixando um rastro de crueldade e de sadismo, e seus autores, cada vez mais abusam da impunidade. Testemunhas afirmam que viram 14 homens encapuzados, chegarem gritando polícia e logo atirando contra um grupo de homens que estavam em um bar, sem as mínimas condições de defesa, mas como sempre:

...A polícia ainda não sabe os motivos do crime, algumas hipóteses foram levantadas e estão sendo investigadas. A primeira informação divulgada dava conta que os assassinos estavam em apenas um carro, um Space Fox, mas a Polícia Civil desmentiu a informação, dizendo que o grupo estava em três carros... “Igor Carvalho”

Mais uma vez, o gerente Geraldo Alckimin, aparece na imprensa, dizendo que medidas serão tomadas, mas não afirma o obvio, apenas despeja sobre os nossos ouvidos verborragias. No ano passado em 2012, quando iniciou-se essa nova onde, o mesmo Alckimin, apareceu afirmando que a polícia estava agindo dessa maneira para conter a onda de violência e dizendo que: “quem não devia, não teme. A polícia esta cumprindo o seu dever”, porém após tal declaração, constatamos que das 24 chacinas ocorridas, a maioria das vítimas não tinham se quer passagens pela policia, sem falar que foram mortos sem nenhuma condição de defesa, espalhando pânico e terror:

...O bar em que ocorreu a chacina fica de frente para a casa onde o servente Paulo Batista do Nascimento foi executado por cinco policiais, em novembro de 2012. Uma moradora, que preferiu não se identificar, alegou que o medo prevalece no bairro. “Tinha parado essa palhaçada de chacinas, né? Agora isso de novo. A gente fica trancado em casa e nem sai muito tarde, as ruas estão desertas, desde sexta. Essa rua está amaldiçoada.... “Igor Carvalho”



As vítimas dessa vez estavam dentro de um bar em uma roda de amigos, comuns nas periferias das grandes cidades, já que devido a “violência”, preferem curtirem próximos de casa, achando-se seguros, mas pelo visto, são presas nessa caçada sem limites de maníacos, sob a alcunha de “justiceiros” ou “pés de pato”(nomes dados a esses crápulas). As letras de Hap, em sua esmagadora maioria, retratam esses abusos e denunciam esses grupos de extermínios, talvez por isso que Laércio de Souza Grimas, o DJ Lah, tenha sido covardemente assassinado com dez tiros, o autor do vídeo e outras cinco vítimas que morreram, sob uma rajada com mais de cinquenta tiros o rapper 2Pac também estava no local e ficou ferido, ele e mais outra vítima, foram os únicos que saíram vivos.




Uma das vítimas era o instalador de alarme Almando dos Santos Júnior, de 42 anos, que estava no bar comemorando o primeiro dia de férias. ALmando Junior, era um homem trabalhador e tinha 25 anos de emprego, vítimas como ele e os demais, põe por terra a sanha desses vampiros sedentos de sangue do povo pobre – criminalizando os movimentos sociais e perseguindo os verdadeiros defensores da PAZ e da LIBERDADE. Temos de por um fim em tudo isso derrubando toda essa velha ordem, onde os verdadeiros assassinos seguem impunes, enquanto o povo de bem fica refém.
Essa luta não se dará através dos marcos dessa “democracia da burguesia e do latifúndio” com seus parlamentares afundados no pântano da corrupção e do cretinismo parlamentar, onde fala mais alto o dinheiro, muito menos será obra do acaso, para isso temos que conquistar os nossos direitos e espaços, palmo a palmo e ir construindo em cada local o Poder Popular, para aí sim, iniciar a verdadeira construção de uma NOVA E VERDADEIRA DEMOCRACIA.